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Maria do Rosário Frias

Directora de Recursos Humanos do Grupo CUF – Companhia União Fabril

 
Numa sociedade dita do conhecimento e em que um dos grandes desafios  das organizações é RETER AS SUAS PESSOAS, convém reflectir sobre o papel que os Recursos Humanos devem desempenhar em todo esse processo.

As organizações são desenvolvidas por indivíduos que partilham os mesmos objectivos.  O desafio dos Recursos Humanos é saber potenciar a participação de todos em volta duma missão, desenvolvendo uma cultura e valores comuns, que permitam alinhar a estratégia de Recursos Humanos com a estratégia do negócio.

Numa sociedade cada vez mais competitiva, a aposta deverá ser no potencial humano, pois só ele poderá desenvolver a criatividade e a capacidade de resposta às mudanças constantes dos mercados.

Se acreditamos que a competitividade das empresas e o seu sucesso se constrói com todos os que nelas trabalham, então como torná-lo realidade?

A palavra chave é : ENVOLVER.

Para podermos envolver as pessoas temos que conhecer as suas expectativas, de forma a estabelecer políticas que as permitam atrair e reter, assim como enquadrá-las com as necessidades e objectivos da organização.

É com esta conjugação dos objectivos dos colaboradores com os objectivos das empresas que se constrói a FORMULA MÁGICA  do sucesso.

Cada organização tem que descobrir e construir a sua própria fórmula, não havendo modelos standard, nem manuais que ensinem como fazê-lo.

O desafio actual dos Recursos Humanos é grande, mas aliciante, pois cabe-lhe perceber as expectativas dos seus clientes internos e conseguir conjugá-las com os objectivos da Empresa.

Cabe aos Recursos Humanos alinhar e orientar todos numa visão partilhada, levando as pessoas a desafiarem-se na construção dum futuro sonhado.

As organizações são, cada vez mais, emotivas, e  é com a adrenalina que se sente ao construir um projecto e ao acrescentar-lhe valor que, efectivamente , as pessoas se sentem felizes.

Se o papel dos Recursos Humanos é importante na construção da fórmula mágica, tão mais importante é o papel das chefias. Elas são fundamentais, cabendo-lhes a gestão das emoções e dos conhecimentos dos seus colaboradores, dando-lhes a liberdade necessária para poderem participar activamente na construção da sua empresa.

Quando se fala em gestão de pessoas, muitos pensam que essa é uma responsabilidade das Direcções de Recursos Humanos, não percebendo que também são os Quadros das empresas um dos  grandes mobilizadores da motivação e concretização de estratégias.

Cabe-lhes a todos eles dar o exemplo, devendo ser  estes os primeiros a darem os sinais de que as pessoas são fundamentais para a criação de uma cultura de desempenho.

Muito se tem escrito sobre a gestão das pessoas, mas enfocando-se o papel do Gestor de Recursos Humanos, esquecendo-se, muitas vezes, que sendo estes os especialistas da função, outros há que, diariamente, fazem a verdadeira gestão.

Está de parabéns o autor, que tentou de uma forma muito clara e prática transmitir os conhecimentos necessários a todos aqueles que gerem, efectivamente, pessoas, e que com elas têm que desenhar o futuro das suas organizações.

Parabéns Ricardo.

Lisboa, Março de 2003

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