Gerir em Tempos de Crise - DE (2010)

Como sobreviver à maior crise do último século reinventando o mundo dos negócios num novo contexto global, onde os valores e percepções dos consumidores e profissionais se alterou drasticamente?

Curiosamente, enquanto que os líderes políticos ainda parecem discutir as formas de resolver a crise, os nossos empresários há muito trataram de começar a resolvê-la, aliando a sua capacidade e experiência com uma salutar postura de cooperação com as universidades, em muitos casos. Estes líderes acabaram por clarificar 3 pontos de partida essenciais para gerir em tempos de crise:

1.       Gerir na crise não é só reduzir custos. É também criar mais valor e inovar.

2.       Não se gere na crise sem gerir por objectivos. Só com focalização nos resultados se cria valor, se evitam desperdícios e se promove a meritocracia.

3.       Na crise gere-se apostando nas pessoas, e não descartando-as. Só liderando equipas de alta performance e potenciando o talento as empresas onseguem manter a vantagem competitiva.

Assentes nestes princípios, muitos dos nossos empresários desenvolveram uma prática vencedora, assente em 5 pilares:

a)       Capacidade de reinventar constantemente a nossa proposta de valor, ou seja, de perceber o que está a mudar no mercado, o que os nossos “clientes” procuram e como podemos satisfazer as suas necessidades;

b)      Elevadíssimo rigor na gestão do negócio – seja ele negócio próprio ou gerido por mandato de terceiros. Isto não se deve confundir com “febre de redução de custos”, que tem levado muitas organizações à anorexia organizacional. Mas significa que só devemos criar custos com a garantia firme de geração de proveitos. Em caso de dúvida, deveremos ter a imaginação de desenhar modelos de trabalho suficientemente flexíveis para que o risco operacional seja partilhado por todos os intervenientes na cadeia de valor;

c)       Obsessão pela qualificação, aprendizagem, actualização e informação – ou seja, garantir que estamos sempre na posse do conhecimento indispensável para que possamos continuar a ser excelentes e a inovar;

d)      Profissionalismo na gestão da marca - a nossa marca, o nosso prestígio e a nossa reputação são o nosso valor percebido no mercado. Devemos cuidar dela com tanto ou mais cuidado com que cuidaríamos de um bonsai… pois sem ela não teremos a prazo procura para a nossa oferta;

e)      Optimismo e energia positiva – ou seja, acreditar na nossa proposta de valor, e transmitir essa crença à nossa equipa e aos nossos clientes, criando um efeito de “contágio positivo” que alavanca de forma determinante a produtividade profissional e a dinâmica comercial.

É curioso constatar como tal pode ser confirmado pelas tendências mais recentes da gestão. A Boston Consulting Group (BCG) e a European Association for People Management (EAPM) realizaram um estudo exaustivo pelo terceiro ano consecutivo, onde 3.348 executivos elegeram como prioridades: i) o Talento; ii) a Liderança;  iii) a Flexibilidade e iv) a Organização Aprendente.

Na Universidade Católica, ajudamos executivos e empresários a gerir em tempos de crise, criando valor, gerindo por resultados e fazendo brilhar o talento.

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Ricardo Costa,
22/06/2011, 09:31
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